sábado, 17 de junho de 2017

JAYME COSTA


O ator brasileiro Jayme Costa (1897-1967) - Jayme Rodrigues Costa - foi um dos mais importantes da história do teatro nacional. Do chamado "velho teatro", da comédia de costumes. Lançou quase 200 originais de autores brasileiros e introduziu Luigi Pirandello, Eugene O'Neill e Arthur Miller nos palcos nacionais.

Seu início na cena profissional foi como cantor do teatro musicado. Montou uma companhia de operetas que se apresentava no Teatro Recreio. Trabalhou com  Oduvaldo Vianna, pai, na famosa  companhia de comédias do Teatro Trianon. Mais tarde montou seu próprio negócio e passou a viver de viagens pelas capitais e pelo interior até se instalar, no final dos anos 30, no Teatro Glória (na Cinelândia, centro da cidade, depois demolido), onde sua companhia se apresentou durante mais de uma década.

Jaime e Bibi em Minha Querida Lady


Jayme Costa realizou algumas interpretações memoráveis. 
Cabe destacar dois trabalhos dos mais notáveis:  A morte do caixeiro viajante, de Arthur Miller, montada em 1951, onde interpretava Willy Loman, o protagonista, e como o pai beberrão de My Fair Lady, com Bibi Ferreira, em 1962, adaptação de Pigmalião, de Bernard Shaw, que vende a honra da filha e, a caminho do casamento, ensaia passos de music-hall.

A partir dos anos 1930 também atuou com destaque no cinema:

.CIDADE MULHER, de Humberto Mauro; 
.ALÔ, ALÔ CARNAVAL , de Adhemar Gonzaga;
.TRISTEZAS NÃO PAGAM DÍVIDAS de José Carlos Burle; 
.MATEMÁTICA ZERO, AMOR DEZ, de Carlos Christensen; 
.A VIÚVA VALENTINA com Dercy Gonçalves; 
.OS DOIS LADRÕES, de Carlos Manga; 
.MULHERES, CHEGUEI! Com Zé Trindade.

Jayme Costa elegeu o bom humor, a ironia e uma certa dose de irreverência como características nas suas participações nas chanchadas e atraiu o público que com ele muito se identificou nos seus papéis bonachões e a capacidade de rirem de si mesmos e dos fatos cotidianos.

Jayme Costa nasceu no Méier e foi nosso vizinho ilustre do Centro, onde residiu muitos anos à Praça Floriano 19 apartamento 47, no antigo edifício em cima do extinto cinema Império, na Cinelândia, onde faleceu aos 69 anos, no dia 30 de janeiro, na volta de uma apresentação de Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, peça em que estava atuando.




Curiosidade

Jayme Costa hoje é nome de uma ruela, entre a Praça Floriano e a Rua Álvaro Alvim, exatamente onde residiu.
  


sábado, 10 de junho de 2017

GRANDE OTELO



  . Rua Siqueira Campos, 210 - Copacabana  


Sebastião Bernardes de Sousa Prata era o nome verdadeiro de Grande Otelo (1915 - 1993), um grande ator, cantor e compositor.

Nascido na cidade mineira de Uberlândia, em 18 de outubro de 1915, o artista passou pelos palcos dos principais cassinos, dos grandes shows e do Teatro de Revista no Brasil e teve a vida marcada por tragédias. Seu pai morreu esfaqueado e sua mãe era alcoólatra. Outra grande tragédia viria a abalar, anos mais tarde, a vida de Otelo: sua mulher matou o filho do casal, de seis anos de idade, antes de se suicidar.

Ainda menino, Sebastião fugiu com uma Companhia de teatro mambembe, que passava por Uberlândia, tendo sido adotado pela diretora do grupo, Abigail Parecis, que o levou para São Paulo.

Mas ele fugiu de novo e, após várias entradas e saídas do Juizado de Menores, foi adotado pela família de Antônio de Queiroz, um político influente. A mulher de Queiroz, Dona Eugênia, tinha ido ao Juizado para conseguir uma ajudante para sua cozinha. Mas foi convencida pelo juiz a levar o menino, que sabia declamar, dançar e fazer graça.

Sebastião estudou no Colégio Sagrado Coração de Jesus, cursando somente até a terceira série ginasial. Ingressou, nos anos 20, na Companhia Negra de Revistas, cujo maestro era Pixinguinha, transferindo-se, em 1932, para a Companhia Jardel Jércolis, pai de Jardel Filho e um dos pioneiros do Teatro de Revista no Brasil. Ganhou, então, o apelido de Pequeno Otelo, mas ele preferiu "The Great Otelo", que, posteriormente traduzido para o português, transformou-se em Grande Otelo.

Nosso vizinho ilustre de Copacabana,  à Rua Siqueira Campos, 210 .


Nenhum texto alternativo automático disponível.

Autor da poesia intitulada “Eu sou o Rio”, como ele costumava se apresentar




Grande Otelo destacou-se no cenário cinematográfico brasileiro, durante seis décadas, tendo atuado em cerca de cem filmes, dos quais dez chanchadas de sucesso, ao lado de Oscarito, outro grande comediante da época  - nosso vizinho ilustre do post anterior - , como "Carnaval no Fogo", "Aviso aos Navegantes" e "Matar ou Correr".

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas, pessoas em pé, chapéu e barbaAliás, o filme "Matar ou Correr" (1954) é uma das mais bem-sucedidas chanchadas da Atlântida. Carlos Manga dirigiu esta paródia do famoso filme western "High Noon" (Matar ou Morrer), com Gary Cooper. Foi o último filme de Oscarito e Grande Otelo juntos.



Com Oscarito, os dois comediantes satirizam trecho da peça Romeu e Julieta no filme Carnaval no fogo (1949), de Watson Macedo.


Em 1942, Grande Otelo conheceu o cineasta norte-americano Orson Welles, que, entusiasmado com o seu talento, convidou-o a participar do filme It's All True, filmado no Brasil e lançado por aquele diretor.
                                                                         
Durante as décadas de 60 e 80, participou de oito novelas na TV Globo, fazendo, principalmente, papéis cômicos. Um dos seus maiores sucessos na telinha foi a novela Feijão Maravilha, de 1979.

Em 1967 fez um desabafo

recorte de 27 maio de 1967

Como compositor, teve como parceiros, dentre outros, Herivelto Martins em Praça Onze  e Vida Vazia




 e Monsueto, em A Fonte Secou.



Seu papel em Macunaíma, o herói sem escrúpulos, de Mário de Andrade, em sua versão cinematográfica, dirigida por Joaquim Pedro de Andrade, marcou sua carreira, sendo inesquecível a cena de seu nascimento.

Como ator dramático, Grande Otelo atuou em vários filmes, dentre os quais destacam-se: Lúcio Flávio - Passageiro da Agonia e Rio, Zona Norte.

Em 1993, Grande Otelo morreu de enfarte ao desembarcar na França, onde receberia uma homenagem no Festival de Nantes.

Curiosidade:

No filme  Fitzcarraldo (1982), do alemão Werner Herzog, filmado na selva do Peru, Otelo precisava fazer uma cena em inglês, mas resolveu falar espanhol. Quando o filme estreou na Alemanha, aquela foi a única cena aplaudida pelo público.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

OSCARITO

 . Avenida Alântica , 2710 - Copacabana  

Resultado de imagem para oscaritoOscarito ( 1906 - 1970), pseudônimo de Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Teresa Diaz nasceu em Málaga, na Espanha, mas dizia ser ...brasileiro puro, na batata!

Considerado um dos mais populares cômicos do Brasil, de todos os tempos, por seu carisma, dono de um talento notável, impagável no improviso, nas caricaturas e na irreverência inocente, foi um dos principais responsáveis em aproximar o público do cinema nacional.

Arrancava aplausos da plateia durante as projeções de seus filmes.

Oscarito fez mais de 40 filmes, entre eles “Este Mundo é um Pandeiro” (1947), há 70 anos, em que Watson Macedo definiu os parâmetros que serviram para criar a estética cinematográfica nacional, conhecida como "chanchada": música, alguma crítica social e paródia do cinema americano.

Formou a famosa parceria com Grande Otelo, que  consolidou-se em 1945, a partir de Não Adianta Chorar, sob a direção de Watson Macedo. A “dupla do barulho” -  como ficaram conhecidos Oscarito e Grande Otelo -  fez 17 filmes e nos apresentou  momentos marcantes na história do cinema nacional, como a paródia de uma cena da tragédia da peça Romeu e Julieta, de Shakespeare, em Carnaval no Fogo, dirigido por Watson Macedo, em 1949. Impagável.

Oscarito ainda protagonizou muitas outras cenas antológicas como por exemplo a do espelho com Eva Todor em Os Dois Ladrões ( 1960) - surrupiada descaradamente no filme americano Cuidado com as Gêmeas de 1988;  a  imitando Rita Hayworth como Gilda em Esse Mundo é Um Pandeiro ( 1947); a cantando e dançando rock'n roll em De Vento em Popa ( 1957) quando já tinha 51 anos; ou a paródia do duelo em Matar ou Correr( 1954).






Casado com Margot Louro, atriz, que foi sua partner em muitos filmes da Atlântida, teve dois filhos - José Carlos e Miriam Teresa -  e foi nosso vizinho ilustre em Copacabana. Primeiro, numa residência de peculiar localização, escondida por prédios construídos à sua frente: Rua Toneleros, 180, casa 1, que hoje ainda existe e é moradia de outra famosa, a carnavalesca Rosa Magalhães, e depois, em um prédio dos mais antigos e tradicionais da orla, Avenida Atlântica, 2710.


Oscarito, Margot e os filhos na casa da Toneleros

A última participação de Oscarito na Atlântida foi Entre Mulheres e Espiões, realizado em 1962, sob a direção de Carlos Manga. Em 1966, ao lado de Dercy Gonçalves, fez sua última atuação em teatro na peça Cocó, my Darling…

Encerrou, definitivamente, sua carreira no cinema, em 1968, com Jovens pra Frente, produção da Ultra-Urânio, direção, argumento e roteiro de Alcino Diniz. Coube ao ator o papel de um padre moderno e simpático.

Faleceu em 4 de agosto de 1970, aos 64 anos de idade.

Curiosidade

Oscarito também cantou algumas músicas de carnaval, sendo a mais famosa a “Marcha do Gago”,  de Klecius Caldas e Armando Cavalcanti para o Carnaval de 1950.




O blog tem como tema em JUNHO ... 



NOSSOS VIZINHOS ILUSTRES DE JUNHO

. Oscarito
. Grande Otelo
. Jaime Costa
. Dercy Gonçalves

sábado, 27 de maio de 2017

ORLANDO SILVA


 . Rua Breno Guimarães, 455 - lha do Governador  

Segundo o jornalista João Máximo, na história de Orlando Silva (1915- 1978) “há lugar para glória e drama”.

Conhecido como o Frank Sinatra brasileiro, Orlando Silva cantou desde menino e tornou-se o primeiro ídolo de massa da música e do rádio brasileiros. Teve uma infância pobre como quase todo menino suburbano de sua época. Aos três anos perdeu o pai e, aos 17, o padrasto. Abandonou o colégio ainda no curso primário e começou a ganhar a vida como trocador de ônibus.

Decidido a se afirmar como cantor, fez várias tentativas para conseguir um emprego no rádio, até ser apresentado pelo compositor Bororó a Francisco Alves, o mais influente cantor de sua geração, e que o ajudou a ingressar na Rádio Nacional, de cujo programa inaugural Orlando participou, em 1936.

Começava, então, a fase áurea de sua carreira.

Seu estilo e sua voz impressionavam pela perfeição com que passeava por entre agudos e graves. Mesmo sem ter estudado canto, Orlando é ainda hoje considerado insuperável na técnica de respiração e no fraseado.

Seu primeiro grande sucesso foi “Lábios que beijei”,
valsa-canção de J. Cascata e Leonel Azevedo,
gravada em 1939.
A partir deste disco, conquistou o público e recebeu 
do locutor Oduvaldo Cozzi o epíteto que o consagraria:
“o cantor das multidões”



A popularidade e o dinheiro abriram-lhe as portas e ele passou a conviver com todos os famosos daquela época do rádio, conquistando, especialmente, o público feminino. O sucesso e a fama, entretanto, duraram pouco tempo. Pouco mais de sete anos, de 1935 a 1943. No restante da década, ele gravou muito pouco.

Seus maiores sucessos foram “Última canção”, “Nada além”, “Naná”, “Dá-me tuas mãos”, “História de amor”, além das composições de Pixinguinha, “Carinhoso” e ”Rosa”.



Seu envolvimento com as drogas acabou levando-o a um estado de total degradação. Data desta época o início de seu romance com a radio atriz Zezé Fonseca, com a qual viveu um caso turbulento e com muitas brigas públicas. Entretanto, até o final de sua vida, Orlando Silva manteve seu casamento com sua mulher Lourdinha.

Segundo alguns críticos musicais, os discos gravados neste período são os melhores de sua carreira. Todas as canções, sambas, valsas, foxtrotes e marchas carnavalescas, transpiram tristeza. São letras pessimistas, sobre amores frustrados, as quais, na interpretação de Orlando, tornam-se ainda mais sentidas. É nesta época que ele passa a ser conhecido como “o cantor com uma lágrima na voz”. Quando Orlando gravou a valsa “Caprichos do destino”, de Claudinor Cruz, correu o boato de que ele havia tentado o suicídio.

A partir de 1959, o cantor começou a perder a voz, cujo timbre rouco era o resultado do abuso do álcool e das drogas. Naquele momento o cantor das multidões deixou de existir.

Orlando Silva O Cantor das Multidões”, foi nosso vizinho ilustre da Ilha do Governador, na Rua Breno Guimarães, 455, no bairro do Jardim Guanabara, e, no Engenho de Dentro, onde nasceu e morou por muitos anos na atual Rua General Clarindo 45, antiga Rua Augusta 35.

A casa da Ilha

A casa de Engenho de Dentro 

A casa onde Orlando Silva nasceu e morou existe até hoje,
embora descaracterizada.


Orlando Silva durante alguns anos também morou na Rua Rodolfo Dantas, esquina com Avenida Atlântica, em Copacabana.

Orlando Silva na janela do seu apartamento
em Copacabana.

Orlando morreu no Rio, aos 62 anos, fazendo palavras cruzadas, outro de seus vícios, quando teve um AVC em sua casa na Ilha do Governador. Já não cantava mais.

Hoje há uma confraria de admiradores de Orlando Silva, que reúne músicos como Martinho da Vila e João Gilberto, o falecido jornalista Villas-Bôas Corrêa e o senador José Serra, que é conhecido por saber cantar a maioria das canções gravadas pelo cantor.


Um recorte de jornal nos revela uma saborosa curiosidade...




sábado, 20 de maio de 2017

MÁRIO REIS



 . Av. Atlântica, 1702  - Copacabana  


Mário da Silveira Meireles Reis ou simplesmente Mario Reis (1907-1981)  foi uma voz diferenciada da Música Popular Brasileira.
Inaugurou um estilo de cantar diferente do que havia no Brasil até então. Ao contrário dos vozeirões do rádio, cantava de maneira coloquial, com outro timbre e uma divisão rítmica mais ágil, dando uma interpretação diferente às canções, que antecipou a revolução   João Gilberto/bossa-nova.

Nas palavras do crítico Tárik de Souza, foi "o mais carioca dos cantores".

De família abastada, conhecida na sociedade carioca era sobrinho de Guilherme da Silveira, o Silveirinha, dono da Fábrica Bangu, de tecidos.

Na década de 30 firmou-se como um dos maiores intérpretes de Noel Rosa.




No entanto, mesmo consagrado como um dos maiores cantores da era do rádio, afastou-se do meio artístico nos anos 40, voltando a gravar esporadicamente.
“Não fiquem pensando que há um mistério na minha retirada. Aconteceu que eu sempre quis levar uma vida simples e, se continuasse cantando, eu a perderia. Não gosto de ser entrevistado, de ser fotografado nem de exibicionismo. Além disso, parei porque não tinha mais nada a fazer em termos de música”, revelou, em raríssima entrevista de 1971.
Voltou, atendendo a um pedido de Dona Darcy Vargas, para participar, como amador, do espetáculo Joujoux e Balangandãs quando cantou, com Maria Clara Correia, a marcha Joujoux e Balangandãs e, sozinho, o samba Voltei a cantar composto especialmente para o espetáculo por Lamartine Babo.



Mário Reis se apresentou vestido de casaca e, na entrevista que concedeu à Rádio Jornal do Brasil, ele diz que esta foi a primeira vez que o samba entrou no Municipal, e de casaca. A festa ocorreu nos dias 28 e 30 de julho de 1939 e tratava-se de uma seqüência de cenas costuradas por um texto de Henrique Pongetti, Lea Azevedo da Silveira e Ilda Boavista transformando-se no show de elite mais comentado da época.


Mário Reis foi nosso vizinho ilustre de Copacabana, quando passou a residir no Hotel Copacabana Palace, em 1957 - na Av. Atlântica, 1702 -  onde se manteve até o fim da vida, ocupando o quarto nº 140.
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Em 1971 gravou seu último LP intitulado apenas "Mário Reis", lançado simultaneamente com um show de 3 dias que apresentou no Golden Room do Copacabana Palace, e pelo qual recebeu a importância de 5 mil dólares por dia.





Vale lembrar que em 1995 Mario foi personagem central do filme O Mandarim, de Júlio Bressane. Nele, Mario, interpretado por Fernando Eiras, se encontrava com diversas gerações de músicos brasileiros fundamentais, de Sinhô e Noel Rosa a Caetano Veloso. São encontros que de fato aconteceram, e que atestam a importância de Mario como influência preponderante no estilo de cantar de dez entre dez grandes nomes da música popular.

Uma curiosidade

O lado A do disco "Mário Reis" tem 6 músicas e o lado B tem 5. A razão é que uma das músicas do lado B foi censurada e Mário se negou gravar outra em seu lugar. Trata-se de uma música de Chico Buarque de Holanda intitulada Bolsa de Amores.






Grande sucessos de Mário Reis foram, dentre outros:

Jura (Sinhô) 
Gosto que me enrosco (Sinhô) 
Filosofia (Noel Rosa e André Filho)
Agora é cinza (Bide e Marçal)
Se você jurar (Ismael Silva, Nilton Bastos e Francisco Alves)
Linda morena (Lamartine Babo) 
Cadê Mimi? (João de Barro e Alberto Ribeiro)
Linda Mimi (João de Barro)
Fita amarela (Noel Rosa) 
Dorinha!… Meu amor (José Francisco de Freitas)
Alô… Alô (André Filho)
Isto é lá com Santo Antônio (Lamartine Babo)
Mulato bamba (Noel Rosa) 
Rasguei a minha fantasia (Lamartine Babo)
Deixa esta mulher sofrer (Ary Barroso) 
Joujoux e balangandãs (Lamartine Babo)
Ora vejam só (Sinhô) 
Flor tropical (Ary Barroso)

Mário Reis morreu aos 74 anos, mas deixou o legado de se ser o primeiro inovador na música popular brasileira,


sábado, 13 de maio de 2017

HERIVELTO MARTINS


  . Rua Otávio Correa, 84 - Urca   

Resultado de imagem para herivelto martins e lurdesHerivelto Martins (1912-1992) - nome completo Herivelto de Oliveira Martins - foi um dos maiores compositores brasileiros , referência da MPB entre as décadas de 1930 e 1950.

Nasceu na Vila de Rodeio, hoje município de Engenheiro Paulo de Frontin. Após uma discussão com o pai, aos 18 anos de idade e com apenas 1 conto e 200 réis no bolso, Herivelto veio para o Rio de Janeiro, com o desejo de tentar a carreira artística.

Herivelto Martins teve sua trajetória musical bem dividida em duas partes: antes e depois de Dalva de Oliveira.

No Bar do seu Machado, no Morro de São Carlos, onde comia durante a semana, teve a oportunidade de conhecer os grandes sambistas que por ali moravam.

Imagem relacionadaEm 1932, Herivelto Martins conheceu Francisco Sena, com quem formou a  Dupla Preto e Branco e passou a compor para ela. Com a morte de Sena, Herivelto passou a atuar sozinho até conhecer o cantor e compositor Nilo Chagas, com quem formou a nova Dupla Preto e Branco. Em 1936, eles conheceram a cantora Dalva de Oliveira no Cine Pátria, onde trabalhavam. E começaram a ensaiar juntos em busca de algo diferente, e passaram a se apresentar os três. Gravaram em 1937 e o disco foi um sucesso , sendo o trio contratado pela Rádio Mayrink Veiga, para o programa de César Ladeira , onde pela primeira vez ele anunciou os três cantores como Trio de Ouro (foto acima).

Herivelto casou com Dalva e a década de 1940 foi o auge da trajetória do Trio de Ouro.

Herivelto Martins compôs sambas, sambas-canções inspirados no cotidiano, como Praça Onze (com Grande Otelo), Isaura (com Roberto Roberti), A Lapa (com Benedito Lacerda) e sambas-canções como Caminhemos, Atiraste uma Pedra (com David Nasser) e Ave Maria do Morro.

Com a separação de Herivelto e Dalva de Oliveira, o trio se desfez em sua primeira formação, e mais tarde foi reorganizado outras duas vezes,, com outras duas cantoras, mas sem o sucesso dos tempos de Dalva

Resultado de imagem para herivelto martinsA vida conjugal de Herivelto e Dalva foi sempre muito tumultuada. E suas brigas  protagonizaram um escândalo nacional. Um verdadeiro duelo musical. Ele, de um lado juntamente com David Nasser (jornalista e compositor) e Dalva de outro, sustentada por letras e músicas de Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho,Mário Rossi, J. Piedade e Marino Pinto.

Começou com o samba de Herivelto "Cabelos Brancos", respondido por Dalva com o "Tudo acabado", de J. Piedade e Osvaldo Martins.Continuou com "Caminhemos", "Quarto Vazio", "Caminho Certo" e "Segredo". Dalva rebateu com "Calúnia", "Errei sim" e "Mentira de Amor".
E o público brasileiro era quem ganhava, vivendo as músicas que embalavam os suspiros a favor, ora de Herivelto, ora de Dalva.





Imagem relacionada
Herivelto conheceu, então, Lurdes Torelly e isso foi o estopim para o rompimento da conturbada união com Dalva. E Lurdes tornou-se a companheira de Herivelto até sua morte.

Teve 5 filhos. Dois com Dalva - Peri (cantor e compositor) e Ubiratan  - e três com Lurdes: Fernando, Yaçanã e Herivelto Filho.

Herivelto Martins foi nosso vizinho ilustre do bairro da Urca, onde viveu em dois endereços: primeiro na Rua Joaquim Caetano, 3 , e depois na Rua Otávio Correa, 84.

Rua Joaquim Caetano, 3


 Rua Otávio Correa, 84

Na Era do Rádio (1930-1950) - quando esse veículo reinava absoluto entre a população e os cantores e cantoras seduziam multidões de fãs -  a carreira extensa e a produção de Herivelto sobreviveu aos mais diversos contextos e ele foi identificado como símbolo desse tempo.

Uma curiosidade
Depois de tantas composições para Dalva, Herivelto compôs para Lurdes a música "Pensando em ti". Apesar de muitos afirmarem que seria Dalva, a musa inspiradora da canção.
Em tempo: Dalva e Lurdes tornaram-se amigas.


"Pensando em ti" que teve gravação original de Nélson Gonçalves, na voz de Caetano Veloso.



sexta-feira, 5 de maio de 2017

DALVA DE OLIVEIRA, a "Rainha da Voz"



 . Rua Albano, 142 - Praça Seca, Jacarepaguá  


Hoje, há cem anos, no dia 5 de maio de 1917, nascia, na cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo, Vicentina de Paula Oliveira, mais conhecida como Dalva de Oliveira  (1917 -1972), “a maior cantora popular brasileira”, na opinião de Heitor Villa-Lobos, opinião compartilhada também por Maria Bethânia. Ficou conhecida como a Rainha da Voz ou o Rouxinol Brasileiro, pois sua extensão vocal ia do contralto ao soprano. Segundo a revista Rolling Stone, foi uma das maiores vozes da música popular brasileira de todos os tempos.

Órfã de pai aos oito anos, sua mãe resolveu tentar a vida na capital paulista, onde Dalva e suas duas irmãs ingressaram no internato Tamandaré, e onde ela iniciou suas aulas de piano, órgão e canto. Foi arrumadeira, babá, ajudante de cozinha e faxineira em uma escola de dança, que possuía um piano. Ali teve início sua carreira como cantora.

No Rio de Janeiro, para onde a família se mudou em 1934, foram morar na Rua Senador Pompeu, e Dalva empregou-se em uma fábrica de chinelos como costureira. Um dos proprietários, Milton Guita, conhecido como Milonguita, era diretor da Rádio Ipanema, atual Rádio Mauá. Aprovada em um teste, em muito pouco tempo Dalva passou a se apresentar nas Rádios Sociedade e Cruzeiro do Sul, deslanchando como cantora e passando a atuar também na Rádio Philips até se transferir para a Rádio Mayrink Veiga.

Em 1935, Dalva conheceu Herivelto Martins que formava com Francisco Sena o dueto Preto e Branco. Ali nascia o Trio de Ouro ( foto ao lado) e o casamento com Herivelto, realizado em 1937, na igreja católica e em um ritual de umbanda na praia. O casal teve dois filhos: o cantor Pery Ribeiro e o produtor de programas televisivos Ubiratan Oliveira Martins

O primeiro disco foi gravado ainda em 37, na RCA Victor, com as músicas Itaguaí e Ceci e Peri, razão do nome do seu primeiro filho. Transferiram-se depois para a Rádio Tupi e para a gravadora Odeon.



A união durou até 1947, quando as constantes brigas levaram ao fim do casamento, do trio e à separação, com a troca de farpas entre ambos, traduzida nas músicas gravadas pelo casal. Matérias que difamavam a moral de Dalva foram publicadas no "Diário da Noite" e fizeram com que o Conselho Tutelar enviasse os filhos do casal para um internato. Em 1949, Dalva e Herivelto oficializaram a separação e se divorciaram.

Dalva voltou a casar-se em 1952, com seu empresário argentino Tito Clement, após uma excursão pela Argentina, e passou a residir em Buenos Aires, na casa de Tito. A cantora não queria mais ter filhos por conta de sua carreira, mas sempre quis ter uma menina. Por isto, adotou uma criança em um orfanato de Buenos Aires, a quem batizou de Dalva Lúcia Oliveira Clement. Retornou ao Brasil em 1960, separando-se de Clement em 1963, e, mais uma vez, perdeu a guarda da filha para seu ex-marido.

Seu terceiro e último casamento foi com Manuel Nuno, 28 anos mais jovem. Em 1965, ao lado do marido na direção, sofreu um grave acidente automobilístico no Rio, tendo que passar por uma cirurgia plástica, o que a afastou dos palcos por algum tempo. Em 1970, lançou “Bandeira Branca”, marcha-rancho de Max Nunes e Laércio Alves, seu último grande sucesso, ao lado das sempre lembradas Ave Maria no Morro e Estrela do Mar.




Dalva de Oliveira, a grande estrela da nossa música popular foi nossa vizinha ilustre de Jacarepaguá, na Rua Albano 142, Praça Seca.



foto de 1952 - Jornal das Moças

Dalva faleceu em 1972, aos 55 anos, e era considerada por alguns críticos musicais como a nossa Edith Piaf, mas, principalmente, como a nossa Estrela Dalva.


Curiosidade:

Dalva apresentou-se na BBC de Londres, em 1952, para a então princesa Elizabeth



O blog tem como tema em MAIO ... 

NOSSOS VIZINHOS ILUSTRES DE MAIO
. Dalva de Oliveira
. Herivelto Martins
. Mário Reis
. Orlando Silva

domingo, 23 de abril de 2017

O blog tem como tema em ABRIL ... 

que faz aniversário neste mês.

A cada semana um nome identificado com o bairro!

NOSSOS VIZINHOS ILUSTRES de ABRIL

. Millor Fernandes
. Albino Pinheiro
. Plinio Doyle 
. Maria Clara Machado e Aníbal Machado

sábado, 22 de abril de 2017

MARIA CLARA MACHADO e ANIBAL MACHADO


 .Rua Visconde de Pirajá, 487 -  Ipanema  



Autora de famosas peças infantis e fundadora do Tablado, escola de teatro do Rio de Janeiro, Maria Clara Machado (1921-2001), filha do escritor, professor e homem de teatro, Aníbal Machado (1894 - 1964) nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, mas aos quatro anos de idade veio morar em Ipanema.

Quando ela era criança, sua casa era um ponto de encontro de intelectuais, amigos de seu pai – nas palavras dela, "Um romântico comunista". Entre os grandes nomes que frequentavam as reuniões estavam Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Di Cavalcanti, Goeldi, Guignard, Portinari, Otto Lara Rezende, Rubem Braga, João Cabral de Melo Neto, Moacyr Scliar e Tônia Carrero. Até passaram por lá Albert Camus e Pablo Neruda.

Em 1951, ela fundou uma das maiores escolas de teatro do Brasil, o Tablado. Considerada a maior autora de teatro infantil do país, Maria Clara Machado escreveu quase 30 peças infantis, sendo “Pluft, o fantasminha”, de 1955, sua obra mais completa e o texto mais montado em teatro, também lançado na TV e no cinema.

Resultado de imagem para “Pluft, o fantasminha”, de 1955
 cartaz da peça, de 1955

Recebeu vários prêmios ao longo de sua vida, inclusive o Prêmio Machado de Assis, em 1991, dado pela Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto de sua obra.



Aníbal Machado apesar de sua atuação no meio literário, o primeiro livro, um ensaio sobre cinema, surgiu apenas em 1941, quando já tinha 46 anos.

 Na ficção, sua estreia em livro foi Vida Feliz, em 1944. Destacou-se como contista com textos antológicos, como Tati, a Garota e A Morte da Porta-Estandarte, que na década de 1960 ganharam versões para o cinema, com colaboração do próprio Aníbal nos roteiros. Um grande sucesso das telenovelas da Rede Globo - Felicidade, de 1991- foi a adaptação de Manoel Carlos para vários contos de sua obra.

Atuou também na crítica, em diversos periódicos, entre as décadas de 30 e 60, abrangendo estudos sobre literatura, artes plásticas, cinema e teatro.





Maria Clara e Aníbal Machado foram nossos vizinhos ilustres da famosa residência da Rua Visconde de Pirajá, 487, em Ipanema.  Aníbal Machado é lembrado até hoje por sua capacidade criativa e de agregar e manter à sua volta todos os talentos possíveis que marcaram e surgiram em uma  Ipanema mágica. Acolhia as famosas "domingueiras do Aníbal", em que todos eram bem vindos e discutia-se Freud e Kafka com a mesma energia com que se dançava foxtrote e boogie woogie. 

Essas reuniões semanais que, de 1935 às vésperas da morte, ele promoveu em sua casa, começaram, primeiro,  na Rua Francisco Sá, 12, onde residiu em Copacabana, e  depois  em Ipanema. Sempre ao lado das seis filhas (entre elas, Maria Clara Machado) e de Selma, a cunhada com quem se casou ao enviuvar de Aracy.

Curiosidade

Aníbal Machado foi também... jogador de futebol e participou do primeiro time titular do Clube Atlético Mineiro, em 1909, entrando para a história do clube por ter marcado o primeiro gol da história do Clube Atlético Mineiro.Quando jogava no Atlético, Aníbal Machado tinha o apelido de Pingo.


sábado, 15 de abril de 2017

PLINIO DOYLE



 . Rua Barão de Jaguaripe, 64 - Ipanema  


Em seu primeiro livro, a autobiografia Uma Vida, Plinio Doyle (1906 - 2000) recorda suas visitas ao centro da cidade. Nos anos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ele acompanhava o pai para saber as últimas notícias do conflito.

"Depois do jantar, costumava pegar com meu pai o bonde Ipanema/Túnel Velho, que passava em frente à nossa casa, na Rua General Polidoro, em Botafogo, e ia até a Galeria Cruzeiro, na Avenida Rio Branco. Lá, na porta do jornal O Paiz, conseguíamos obter notícias do dia: um jornalista com letra boa escrevia num quadro- negro enorme, pendurado na porta do jornal."

Aos 19 anos, quando escolheu a carreira que iria seguir, Plínio Doyle, não imaginava que a paixão pelos livros lhe daria notoriedade. Apesar de ter sido advogado de grandes editoras, como a José Olympio, e procurador da Fazenda Nacional, foi sua "profissão" de bibliófilo que o levou a colecionar 25 mil volumes de literatura brasileira, entre livros, jornais e revistas. E a ficar amigo de escritores como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Afonso Arinos, José Lins do Rego e Otto Lara Resende, entre outros.

Sentado em seu escritório no apartamento de Ipanema, cercado de livros e de fotos, Plínio Doyle relembra o início: "ao ler um elogio de Machado de Assis a uma peça de José de Alencar chamada “Mãe”, resolvi adquirir a obra. Fui então ao centro da cidade procurar a peça do Alencar e comecei a frequentar a Livraria Quaresma, um sebo na Rua São José". Ele se lembra também de ter lido, aos 11 anos, Dom Casmurro, de Machado de Assis.

Desde a infância, Plínio foi um leitor contumaz, influenciado pelo pai, Leopoldo Doyle Silva, funcionário público e professor de matemática. Foi justamente de Machado de Assis que Plínio amealhou o maior número de livros: 630 volumes, incluindo 75 traduções.

Em 1986, para avaliar o verdadeiro tesouro que tinha em casa, Plínio Doyle contou com a ajuda de Carlos Drummond de Andrade, um de seus melhores amigos, fundador do sarau literário semanal que, por reunir escritores no sábado na casa de Plínio, foi batizado pelo poeta Raul Bopp de sabadoyle. As primeiras reuniões foram iniciadas em 1964, na casa em que Plínio morava (nosso vizinho ilustre em Ipanema) na rua Barão de Jaguaripe, 64 e  mais tarde, o sabadoyle, frequentado por cerca de 15 escritores, passou a ser no apartamento-biblioteca, ao lado da casa, na rua Barão de Jaguaripe, 72 apartamento 201.

Dos sabadoyles, participavam, além de Drummond, Pedro Nava, Afonso Arinos, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Homero Homem, Cyro dos Anjos e Raul Bopp, entre outros escritores.

Em 1988, sua biblioteca - que tinha 300 volumes só da obra de Carlos Drummond de Andrade - foi vendida para o Ministério da Cultura e então transferida para a Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio.
Coleção Plínio Doyle
Conjunto de cerca de 25.000 livros e 1.788 títulos de periódicos, alguns de extrema raridade, formado pelo seu criador ao longo de mais de 60 anos de persistente pesquisa. Inclui prosa, poesia, ensaios críticos, edições de arte, traduções, bem como revistas e jornais literários dos séculos XIX e XX.
Dentre os livros, cerca de 3.000 são considerados obras raras, havendo inúmeras primeiras edições e muitos exemplares com dedicatórias autografadas.

Doyle foi presidente do Sindicato dos Escritores, diretor da Biblioteca Nacional e tem em sua biografia o fato de ter criado uma academia de letras, sem fardão e sem jeton, que, ao contrário da Academia Brasileira de Letras, pôde contar com Carlos Drummond de Andrade entre seus membros.

Plínio guardou 12 volumes de atas do sabadoyle. Em 34 anos, ele faltou a apenas duas reuniões: uma, em 1985, porque estava no hospital, e a outra, em 1981, porque foi visitar sua única filha, Sônia, em Brasília, logo depois do falecimento de sua mulher Esmeralda.

Fotos de sabadoyles
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Da esquerda para direita, em pé: Péricles Madureira de Pinho, Severo da Costa, Maximiano de Carvalho e Silva, Homero Homem, Peregrino Júnior, Esmeralda Doyle, Pedro Nava, Carlos Drummond de Andrade, Joaquim Inojosa,Bernardo Élis, Jesus Belo Galvão, Américo Jacobina Lacombe, Paulo Berger, Mário da Silva Brito, Olímpio Monat;sentados: Fernando Monteiro, Raul Lima, Álvaro Cotrim, Sonia Doyle, Gilberto Mendonça Teles, Plínio Doyle, MuriloAraújo, Rita Moutinho Botelho, Alphonsus de Guimarães Filho, Horácio de Almeida e Raul Bopp.


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 Depois de 1.708 reuniões, os encontros deixaram de acontecer em 1998. Plínio já se sentia cansado para receber os convidados.

"Só não falávamos de política e religião porque são assuntos complicados,
que podiam gerar polêmica. Talvez, por isso, o sabadoyle tenha durado 34 anos".

Doyle morreu no Rio, aos 94 anos, de insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia.