domingo, 12 de março de 2017

CECÍLIA MEIRELES



 . Rua Smith de Vasconcelos, 30 -  Cosme Velho 


Resultado de imagem para cronica trovada da cidade de san sebastian"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

Cecília Meireles (1901-1964), autora de uma vasta obra poética, foi a Crônica Trovada da Cidade de San Sebastiam, obra inacabada em homenagem ao Quarto Centenário do Rio, da qual só chegou a compor os primeiros vinte poemas, que definiu a escolha de Cecília Meireles para este mês de março de 2017, quando comemoramos os 452 anos de fundação da nossa mui heroica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A autora desejava escrever um romanceiro completo em homenagem ao Rio, mas morreu após longa enfermidade. Obra dedicada à capital do ex- estado da Guanabara, com letra da poetisa e música de Camargo Guarnieri, são da Cantata os seguintes versos, que encerram a Crônica Trovada.

“Levantaremos todos os dias esta Cidade, sempre maior e mais bela, pois os seus naturais aumentam mais a beleza da terra.
“Levantaremos esta Cidade, Rainha das províncias e empório do mundo, e nela marcaremos a nossa vontade, o nosso destino, o nosso rumo”.

Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil, e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu na Rua da Colina, na Tijuca, em 7 de novembro de 1901. Concluiu seu curso primário na Escola Estácio de Sá, onde recebeu de Olavo Bilac, inspetor escolar do Rio de Janeiro, medalha de ouro por ter feito todo o curso com “distinção e louvor”.

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a morte, que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno”.
Cecília na casa do Cosme Velho  e foto da entrada da casa, abaixo à direita
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Professora diplomada pelo Instituto de Educação, exerceu o magistério no
antigo Distrito Federal até 1951, quando se aposentou. Criou e dirigiu a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo.

Conhecida como a poeta da alma, são de sua autoria alguns dos mais belos versos da literatura brasileira, como Espectro, seu primeiro livro de poesias. Seguiram-se Nunca Mais, Poema dos Poemas, Baladas para El-Rei, Ou Isto ou Aquilo, obra prima dedicada ao público infantil, Solombra, Mar Absoluto e Romanceiro da Inconfidência, uma de suas obras mais conhecidas.

Realizou inúmeras viagens ao exterior, fazendo conferências sobre literatura, educação e folclore, uma de suas especialidades, em todos os
continentes. Sua obra teve reconhecimento internacional: em 1952, tornou-se Oficial da Ordem de Mérito do Chile e, no ano seguinte, recebeu o título de sócia honorária do Instituto Vasco da Gama, de Goa. Foi também agraciada com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Déli, ambas na Índia, além de receber os prêmios de Tradução/Teatro, da Associação Paulista de Críticos de Arte, o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro "Poemas de Israel", da Câmara Brasileira do Livro e o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro "Solombra", da Câmara Brasileira do Livro.

Faleceu no Rio de Janeiro em 9 de novembro de 1964, recebendo inúmeras homenagens, após sua morte. Foi agraciada pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, e emprestou seu nome à Sala Cecília Meireles, o grande salão de concertos e conferências do Largo da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro.


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